Leitura da Bolsa 04.02.2019

Leitura da Bolsa 04.02.2019

Focus: Mercado reduz projeção do IPCA e vê Selic fechando o ano em 6,5%

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira mais uma edição do relatório Focus. A pesquisa semanal realizada com analistas de mercado aponta redução do IPCA no fechamento de 2019 indo de 4,00% para 3,94%. Para 2020, a estimativa dos analistas é que o índice oficial de inflação encerre o período em 4,00%, sendo a mesma estimativa anterior
Para a taxa de câmbio, a moeda deve fechar o ano a R$ 3,70, queda em relação à estimativa anterior que era de R$ 3,75. Para o encerramento de 2020, a aposta também reduzida, indo de R$ 3,78 para R$ 3,75.
Depois de fechar 2018 a 6,50%, os números de 2019 foram reduzidos, indo de 7,00% para 6,50%, indicando que o BC não deve mexer nos juros neste ano. Já para 2020, a aposta segue de 8,00%.
Em relação ao crescimento da economia brasileira, a pesquisa Focus manteve a aposta do PIB de 2019 em 2,50%, e, para 2020 mantida em 4,00%.

Fed aumenta apetite ao risco em semana marcada pela temporada de balanços

A temporada de balanços coporativos e o Fed “dovish” foram os principais formadores da percepção de risco dos investidores no exterior esta semana. A divulgação do resultado da Caterpillar reforçou a perspectiva de desaceleração da economia chinesa.
O resultado positivo de outras empresas, entretanto, foi deixando esse sentimento em segundo plano, com destaque para as empresas de tecnologia. Apple (NASDAQ: AAPL) teve lucro dentro do esperado, enquanto Facebook superou as expectativas. A Amazon (NASDAQ: AMZN) trouxe números fortes, apesar da revisão para baixo dos números do 1º trimestre.
Após adotar o “piloto automático” de promover duas altas da taxa de juros e reduzir seu balanço na última reunião de política monetária de 2018, o Fed adotou uma postura oposta. O Fed decidiu manter as taxas de juros estáveis ​​e enfatizou que as incertezas econômicas indicavam uma “espera pacientemente para maior clareza” era a melhor postura, com os mercados crescentemente céticos quanto aos aumentos de juros este ano.
O Fed “dovish” aumentou o apetite ao risco, impulsionando a valorização de outros ativos. Em Wall Street, os mercados acionários encerraram a semana em alta, com Dow subindo 1,31%, S&P 500 em alta de 1,57% e a Nasdaq ganhando 1,38%.
Nas commodities, destaque para as altas do petróleo, que está bullish devido à crise política na Venezuela, que levou os EUA a aplicarem sanções contra a petrolífera estatal do país PDVSA. A medida americana é para sufocar o presidente Nicolás Maduro, que não é mais reconhecido pelo governo Donald Trump, principais países da América do Sul e a União Europeia, reconhecendo líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente legítimo do país.
O WTI encerrou a semana em alta de 3,13% a US$ 55,36, enquanto o Brent subiu 2% a US$ 62,87. Os estoques americanos de petróleo bruto na semana encerrada em 25 de janeiro estavam abaixo da estimativa do mercado, contribuindo para elevação, assim como a pretensão da OPEP e da Rússia de cortar a oferta para elevar o preço. Desaceleração da economia global e a crescente produção de petróleo de xisto nos EUA são os fatores bearish do mercado neste ano.

Mensagem de Bolsonaro será lida na abertura do ano legislativo

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, levará hoje (4) ao Congresso Nacional a mensagem do presidente Jair Bolsonaro para a abertura dos trabalhos legislativos. A sessão solene conjunta da Câmara e do Senado está marcada para as 15h. Será a primeira sessão do ano com os deputados federais e senadores recém-empossados.
O texto reúne as prioridades do governo federal. O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, adiantou, na semana passada, que a mensagem do presidente deve reunir propostas de uma nova Previdência Social e de combate ao crime organizado e à corrupção, além da revisão da lei de segurança de barragens.
“Proporemos uma nova Previdência, mais humana, mais justa, que não retire direitos e restabeleça o equilíbrio fiscal, que garanta que nossos filhos e netos tenham um futuro assegurado”, disse o porta-voz no último dia 31.
A mensagem é lida durante a sessão solene na presença dos parlamentares e autoridades convidadas.

Países da Europa reconhecem Guaidó como presidente da Venezuela

Espanha, Portugal, Reino Unido, Alemanha, França, Áustria, Suécia e Dinamarca reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, nesta segunda-feira, e disseram que ele tem direito de organizar uma eleição, diante da recusa do governo socialista de Nicolás Maduro.
A manobra coordenada das grandes nações europeias veio após o fim do prazo de oito dias estabelecido no final de semana passado para que Maduro convocasse uma nova eleição.
O líder venezuelano, acusado de governar o país como uma ditadura e de arruinar sua economia, desafiou o ultimato, dizendo que a elite governante da Europa está seguindo a agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Guaidó, que comanda a Assembleia Nacional controlada pela oposição, se declarou líder interino no mês passado, uma medida que dividiu as potências globais.
Trump o reconheceu imediatamente, e nações da União Europeia apoiam Guaidó, embora algumas tenham expressado reservas com o precedente global de uma autodeclaração.
Rússia e China, que despejaram bilhões de dólares de investimentos e empréstimos na Venezuela, apoiam Maduro.
“Reconheço o presidente da Assembleia da Venezuela, senhor Juan Guaidó, como o presidente encarregado da Venezuela,” disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em um pronunciamento televisionado, pedindo uma eleição livre e justa o mais cedo possível.
O ministro das Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, seguiu o exemplo.
“Nicolás Maduro não convocou eleições presidenciais dentro do limite de 8 dias que estabelecemos”, escreveu no Twitter. “Então o Reino Unido, juntamente com aliados europeus, agora reconhece @jGuaidó como presidente constitucional interino até que eleições críveis possam ser realizadas”.
O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, disse à rádio France Inter que Guaidó tem “a capacidade e a legitimidade” para organizar uma eleição presidencial.
Le Drian disse que Paris consultará parceiros europeus a respeito da Venezuela e que é imperativo que se resolva o conflito pacificamente e que se evite uma guerra civil.
Maduro, ex-líder sindical e motorista de ônibus de 56 anos, substituiu o falecido líder Hugo Chávez, morto por um câncer em 2013, mas em sua gestão o país entrou em um colapso econômico e 3 milhões de venezuelanos emigraram.

 

 Bibliografia:

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