Leitura da Bolsa 06.02.2019

Leitura da Bolsa 06.02.2019

Vale prevê investir R$1,5 bi a partir de 2020 para disposição de rejeitos a seco

A mineradora Vale (SA:VALE3) anunciou que planeja investir aproximadamente 1,5 bilhão de reais, a partir de 2020, na implementação de tecnologia de rejeitos a seco (dry stacking), em meio a ações para reduzir a utilização de barragens em suas operações.
A informação, divulgada em comunicado na noite de terça-feira, vem ainda em meio aos desdobramentos do rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho (MG) em janeiro que deixou 142 mortos confirmados até o momento, além de quase 200 desaparecidos.
A companhia afirmou que seus investimentos em gestão de barragens no Brasil “vêm sendo reforçados continuamente e atingirão 256 milhões de reais em 2019”, o que representaria crescimento de 180 por cento frente aos 92 milhões de reais em aportes em 2015.
Entre 2016 e 2019, os investimentos totais em gestão de barragens totalizarão 786 milhões de reais, acrescentou a Vale.Segundo a empresa, os investimentos em tecnologia de rejeito a seco somam-se à aquisição pela Vale no final do ano passado da New Steel, empresa que desenvolve tecnologias inovadoras de beneficiamento de minério de ferro.

Ibovespa futuro inicia sessão desta quarta-feira com desvalorização

Depois do fechamento negativo na sessão de ontem, o índice futuro de Ibovespa segue a tendência da véspera a inicia a quarta-feira com desvalorização de 0,68% aos 97.690 pontos, em mais um dia marcado pela expectativa de balanços das companhias listadas na bolsa paulista.
Por aqui, o destaque também fica para a reunião do Copom, a primeira no governo Bolsonaro e possivelmente a última sob comando de Ilan Goldfajn , que deve manter a taxa Selic inalterada em 6,50%.
Em um discurso de 82 minutos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que quer um sistema de imigração nos EUA que seja “confiável, legítimo, moderno e seguro”, enquanto continua a busca a financiamento para um muro na fronteira rejeitado pelos democratas.
Os mercados estavam focados em se havia comentários específicos sobre os acordos comerciais entre EUA e China. Da China à Venezuela, Trump dedicou uma grande parte de seu discurso à política externa, dizendo que um acordo comercial é possível com a China se Pequim concordar com uma “mudança estrutural real”.
“Como a referência dele à disputa comercial não teve detalhes, os investidores acharam difícil tomar posições”, disse Yoshinori Shigemi, estrategista global de mercado no JPMorgan Asset Management.
A agenda americana traz destaques como os dados da balança comercial e também dos estoques de petróleo no país. De noite, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fala em evento com educadores de todo o país.

Trump diz que se encontrará com líder da Coreia do Norte no Vietnã no fim de fevereiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que fará sua segunda reunião de cúpula com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, no Vietnã, entre os dias 27 e 28 de fevereiro, atribuindo-se o mérito de evitar uma grande guerra na península coreana.
Em seu discurso anual do Estado da União ao Congresso, Trump disse que ainda há muito trabalho a ser feito na busca pela paz com Pyongyang, mas citou a suspensão dos testes nucleares e lançamentos de mísseis da Coreia do Norte durante 15 meses como prova de um avanço.
“Se eu não tivesse sido eleito presidente dos Estados Unidos, estaríamos neste momento, em minha opinião, em uma grande guerra com a Coreia do Norte”, afirmou.
Trump despertou o temor de uma guerra em 2017, quando ameaçou fazer chover “fogo e fúria como o mundo nunca viu” sobre a Coreia do Norte por causa do risco que as armas e mísseis nucleares do regime representavam aos EUA.
Trump se encontrou com Kim em Cingapura em 12 de junho, a primeira cúpula entre um presidente norte-americano no exercício do cargo e um líder norte-coreano. Ele se mostrou disposto a realizar uma segunda reunião apesar da falta de progresso concreto em persuadir a Coreia do Norte a abdicar de seu programa de armas nucleares.

Azul acelera programa para renovação de frota visando redução de custo por assento

A Azul (SA: AZUL4) anunciou nesta quarta-feira uma aceleração significativa em seu programa de transformação da frota. Em 2019, a companhia espera adicionar 21 aeronaves de última geração, o que representa um aumento de oito aeronaves em relação ao seu plano original.
De acordo com a companhia, essas adições serão compensadas pela saída de 15 modelos Embraer (SA:EMBRE3) E195 E1, sete a mais do que o anunciado anteriormente. Em linha com a estratégia de substituição de aeronaves menores por aeronaves maiores, espera-se que o total de assentos-quilômetros oferecidos (ASKs) aumente em 18% e as partidas em apenas 5%.
Para John Rodgerson, CEO da Azul, essa aceleração é mais um passo em direção ao plano de expansão de margens da Azul. “A Azul encerrou 2018 com uma frota de 20 aeronaves A320neo, que contribuem para uma receita significativamente maior em todas as nossas unidades de negócio”.
De acordo com o executivo, os assentos adicionais oferecem aos passageiros maior conectividade na malha, maior opções de resgate de pontos para clientes TudoAzul, e mais espaço para acomodação de cargas da Azul Cargo Express.
Além disso, o custo por assento do A320neo é 29% menor do que o a geração atual de aeronaves. A chegada da próxima geração de aeronaves Embraer E2 fornecem uma redução de 26% no custo por assento comparado às aeronaves atuais. Até o final de 2019, 40% da capacidade da Azul deve ser oferecida em aeronaves de última geração.

HOJE

Às 18:00 teremos a decisão do Banco Central (Copom), referente a taxa SELIC, a expectativa é permanecer os 6,5% ao ano. 

Bibliografia
investing.com