Leitura da Bolsa 06.03.2019

Leitura da Bolsa 06.03.2019

Atenção Investidor: BOLSA IRÁ ABRIR MAIS TARDE NA QUARTA – FEIRA DE CINZAS, ABERTURA ÀS 13:00 horas.

UE não vê acordo sobre Brexit antes do fim de semana, dizem fontes


A União Europeia não espera um acordo sobre o Brexit antes do fim de semana, disseram diplomatas e autoridades após negociações em Bruxelas lideradas pelo principal advogado do governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, fracassarem em alcançar um acordo na terça-feira.
“É improvável que haja um acordo antes do fim de semana”, disse uma autoridade da UE. “Estamos nos preparando para trabalhar no fim de semana.”
Diplomatas especularam que, se os negociadores da UE e do Reino Unido selarem um acordo no fim de semana, May pode ir a Bruxelas na segunda-feira para dar seu endosso político e levá-lo de volta a Londres somente um dia antes de a Câmara dos Comuns votar sobre o acordo.

Índices da China atingem máxima de 9 meses no fechamento por expectativa de estímulo

Os índices acionários da China avançaram nesta quarta-feira para máximas de nove meses no fechamento, impulsionados por expectativas de que Pequim vai buscar mais estímulo neste ano para sustentar a economia, mesmo com os investidores buscando novidades nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,84 por cento, a 3.848,09 pontos, maior nível de fechamento desde 23 de maio de 2018.
O índice de Xangai teve alta de 1,57 por cento, a 3.102,10 pontos, fechamento mais elevado desde 7 de junho de 2018.
O órgão de planejamento estatal da China disse nesta quarta-feira que o governo vai implementar medidas para aumentar mais o consumo doméstico neste ano.
Pequim anunciou cortes de impostos e gastos de infraestrutura na terça-feira, para reduzir o risco de uma desaceleração econômica mais acentuada.

ADRs da Vale revertem perdas e fecham com leve alta após troca no comando da mineradora

As ações da Vale (SA:VALE3) listadas nos Estados Unidos fecharam no azul nesta segunda-feira, revertendo perda do começo da sessão, no primeiro pregão após afastamento temporário de executivos da mineradora, entre eles o presidente Fabio Schvartsman, em meio às investigações sobre o rompimento da barragem de rejeitos da companhia em Brumadinho (MG).
No sábado, o conselho de administração da companhia nomeou Eduardo de Salles Bartolomeo para ocupar interinamente a presidência da empresa, depois de ação do Ministério Público Federal para que Schvartsman e outros executivos fossem afastados.
Os American Depositary Receipts (ADR) da mineradora encerraram com acréscimo de 0,24 por cento, a 12,42 dólares. Na mínima, mais cedo, chegaram a 11,93 dólares, em queda de 3,7 por cento. No Brasil, o mercado está fechado em razão do Carnaval. As ações da Vale voltam a ser negociadas apenas na quarta-feira, a partir de 13h (horário de Brasília).
Para o gestor Henrique Bredda, da Alaska Asset Management, a saída de Schvartsman era uma possibilidade, dado o tamanho e impacto da tragédia em Minas Gerais. Ele ressaltou, contudo, que, na hipótese de o afastamento ser definitivo, a companhia e os acionistas têm condições de substituir as saídas à altura.
“O próprio Eduardo Bartolomeo, que está como interino, tem condições de ser o efetivo”, afirmou.
Bartolomeo trabalha na mineradora há 10 anos, já tendo exercido posições de diretor de logística, operações integradas de “bulk commodities” e mais recentemente de metais básicos, segundo comunicado da companhia ao mercado.
Para analistas do Credit Suisse liderados por Caio Ribeiro, a notícia também não é uma grande surpresa, mas isso não significa que as ações não sofram pressão, uma vez que Schvartsman era visto de forma muito positiva pelo mercado.
“Ele foi considerado uma figura instrumental por trás da transição de governança corporativa da Vale para o Novo Mercado, estratégia de desinvestimento e desalavancagem, foco de corte de custos, disciplina de investimento e discurso de ‘valor acima de volume’ que gerou externalidades positivas nos mercados de minério de ferro”, disseram em nota a clientes.
Ribeiro e equipe reiteraram a recomendação ‘outperform’ para os ADRs da empresa, mas afirmaram acreditar que a volatilidade continuará no curto prazo.
As ações da Vale nos EUA acumulam queda de mais de 16 por cento desde 25 de janeiro, quando uma barragem de rejeitos de mineração da empresa se rompeu em Brumadinho, deixando pelo menos 182 mortos confirmados e mais de 100 desaparecidos.
Segundo a Jefferies, os ADRs da Vale são muito arriscados para compra, mesmo considerando o valor baixo e a performance significativamente fraca desde o colapso da barragem.

Mercados dos EUA recuam em meio a preocupações sobre acordo EUA-China

Os principais índices de Wall Street caíram nesta terça-feira, com influência das perdas nas ações da General Electric (NYSE:GE) na direção oposta de resultados positivos dos varejistas, enquanto investidores observaram um nível de resistência chave para o índice S&P 500 após fortes ganhos.
Preocupações sobre as relações comerciais EUA-China também pairaram sobre o mercado, com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, dizendo que o presidente Donald Trump rejeitaria um acordo comercial que não fosse perfeito.
Otimismo sobre o Federal Reserve ser menos agressivo em aumentar as taxas de juros ajudou a impulsionar o S&P 500 em 11 por cento este ano.
“Com a alta do mercado, eu não acho que os investidores estão com pressa de comprometer um monte de capital novo, a menos que eles vejam eventos que os levem a pensar que temos outra perna à frente”, disse Rick Meckler, sócio da Cherry LaneInvestments em New Vernon, New Jersey.
O Dow Jones caiu 13,02 pontos, ou 0,05 por cento, para 25.806 pontos; o S&P 500 perdeu 3,16 pontos, ou 0,11 por cento, para 2.789; e o Nasdaq caiu 1,21 ponto, ou 0,02 por cento, para 7.576 pontos.

 

Fonte:
investing.com