Leitura da Bolsa 08.02.2019

Leitura da Bolsa 08.02.2019

Noticiário pesado pressiona Vale cai 1%, duas semanas após Brumadinho

Duas semanas após a tragédia causada pela queda da barragem em Brumadinho (MG), o martírio das ações da Vale (SA:VALE3) segue na bolsa paulista, situação que se agrava com uma série de notícias negativas, como a exclusão dos papéis do Índice de Sustentabilidade da B3 (ISE), problemas em outra barragem em Minas Gerais e também o fechamento do porto de Vitória (ES).
Diante disso, nos primeiros negócios da manhã desta sexta-feira, as ações da companhia operam em queda de 1,30% a R$ 41,00. Desde o dia do estouro da barragem de Brumadinho, as ações da companhia caíram de R$ 56,15 para uma mínima de R$ 41,21 na sessão de ontem, uma queda de 25% no período, excluindo o resultado parcial de hoje.
Hoje, a mineradora informou que os moradores de Barão de Cocais, em Minas Gerais, foram retirados de suas residências devido a um alerta de desnível na barragem Sul Superior da mina Gongo Soco, da Vale.
O alerta ocorre exatas duas semanas após o rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho, também em Minas Gerais, que deixou ao menos 157 mortos e quase 200 desaparecidos.
Em comunicado, a Vale disse que a Agência Nacional de Mineração (ANM) “determinou a evacuação de área à jusante da barragem Sul Superior da mina Gongo Soco”.

 

Guedes defende privatizações e diz que forma de fazer política mudou

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta sexta-feira a privatização de estatais, afirmando que a forma de fazer política mudou e que está recebendo apoio dos militares nesse movimento.

Guedes afirmou, durante apresentação em evento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre desestatizações no setor elétrico, que o exemplo de distribuidoras da Eletrobras é um caso excelente e que deve ser referência para os próximos programas de privatizações.
“Eu falava que tinha que vender todas (as estatais), mas naturalmente nosso presidente e nossos militares às vezes olham para algumas delas com carinho, porque eles criaram elas como filhos desde lá atrás. Só que eu estou dizendo: olha só, seus filhos fugiram e estão drogados”, disse Guedes no Rio de Janeiro.
“Mas eles (os militares) têm sido extraordinários no apoio, não recebi nunca uma admoestação”, completou, referindo-se a integrantes do ministério do presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o ministro, a classe política já entendeu as mudanças em relação às estatais, afirmando que não vão mais alimentar uma forma equivocada de fazer política, e explicou que está tendo a melhor interlocução possível e que a classe está disposta a apoiar.
“Os partidos que se organizem em torno desses valores. E não é uma política alimentada com votos de mercenários comprados através de posições em estatais. Esse modelo esta morrendo”, disse.
Para Guedes, os Estados e municípios em dificuldades financeiras ajudarão no processo, abastecendo o “pipeline” do banco para as privatizações.
“Uma vez vendido esse ativo o dinheiro volta, transfere para outras diretorias que estão ajudando a reestruturar Estados e municípios. Acho que tem um futuro de muito trabalho pela frente, mas tenho certeza que vamos fazer”, disse.


Negociações comerciais oscilam

O presidente Donald Trump não planeja se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping antes do prazo final de 1 de março para assinar um acordo comercial, o que provocou uma liquidação das ações asiáticas da noite para o dia, enquanto as ações de Wall Street despencaram.
A falta de um encontro entre os dois líderes diminui as esperanças de um acordo comercial e aumenta as chances de aumento de tarifas entre as duas maiores economias do mundo.
“Os investidores estão ficando nervosos, já que o mercado estava otimista quanto à resolução da disputa comercial desde o começo do ano”, disse Shusuke Yamada, estrategista-chefe de câmbio do Japão e estrategista de ações do Bank Of America Merrill Lynch.
O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o representante comercial Robert Lighthizer são esperados na China na próxima semana para mais uma rodada de negociações comerciais para pressionar por um acordo e evitar o aumento, no dia 2 de março, tarifas dos EUA sobre bens chineses.

Comércio favorável mantém DÓLAR próximo do índice de alta de duas semanas

O dólar foi maior na sexta-feira em meio a relatos de que os EUA e a China não devem terminar sua guerra comercial antes do prazo final de 1º de março.
A incerteza comercial tende a sustentar o dólar, que é considerado um refúgio à luz das tensões comerciais.
O índice dólar, que mede a força da moeda em comparação com a cesta das seis principais moedas, estava em 96,387 a partir das 8h29
Uma pausa nos aumentos da taxa pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pressionou o dólar, já que taxas de juros mais baixas tendem a direcionar os investidores para ativos mais arriscados. Comentários recentes de autoridades do Fed apoiando a taxa de juros também pesaram sobre os investidores.
O presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan – um dos membros mais agressivos do Fed – disse em um discurso na quinta-feira que o estímulo do corte de impostos de 2017 está diminuindo, enquanto as altas de juros do ano passado ainda não afetaram a economia.
“Nós estaríamos bem servidos e o país estaria bem servido se parássemos e fôssemos pacientes por alguns meses e meio que saíssemos do caminho”, disse ele.

 

 Fonte:

investing.com