Leitura da Bolsa 09.04.2019

Leitura da Bolsa 09.04.2019

Guedes insiste em R$1 tri com reforma da Previdência, mas indica que sabe que valor pode não ser alcançado

 

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, voltou a insistir que pretende ver a reforma da Previdência aprovada com uma economia de 1 trilhão de reais em 10 anos, mas indicou que têm consciência de que esse valor pode não ser alcançado no texto que vier a ser aprovado no final.
Em um evento organizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico, o ministro chamou de “fake news” as informações de que aceitaria um valor próximo a 800 bilhões. Depois esclareceu: “Dizer que eu quero (800 bilhões de reais) é (fake news), né, porque eu pedi 1 trilhão.”
Ao longo da entrevista a jornalistas e empresários, Guedes admitiu que a reforma aprovada pode não ser a que planejou, mas esclareceu que a proposta é “perfeitamente faseada” e se o texto aprovado não chegar na “potência fiscal” necessária, não se vota agora a capitalização.
“Essa reforma deixa uma porta aberta para o futuro com a capitalização. Se houver a potência fiscal, a porta está aberta. Eu quero 1 trilhão para ter a capacidade de fazer a transição para um novo regime”, defendeu o ministro.
Mais tarde, no entanto, Guedes admitiu que a reforma pode não ser votada completa. Disse estar tranquilo que vai ser aprovada, mas que pode ser tirada “uma coisa ou outra”. Mas não quis dizer qual seria essa “coisa ou outra” –mesmo admitindo que ele mesmo ficou preocupado com a versão sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) apresentado pelos seus técnicos.
“Tem coisas que a gente coloca para ver a reação mesmo. Mas eu não posso dizer agora qual é a potência desejada porque aí tiro o poder do próprio negociador”, alegou.

ARTICULAÇÃO
O ministro negou que pretenda assumir a articulação da reforma no Congresso ou que tenha aptidão para isso.
“Eu não tenho a pretensão de ser coordenador político. Vocês viram meu desempenho lá. Não tenho temperamento para isso”, respondeu, lembrando seus atritos na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na semana passada. “Sou animal de combate, não sou a pessoa para fazer essa coordenação.”
Guedes admitiu as dificuldades do governo nessa área. Disse que se usava o “aparelho de Estado” para fazer acomodações políticas e que agora a discussão não é mais no varejo, mas temática, o que torna muito mais difícil a negociação.
“Atribuo tudo isso (as dificuldades) a um choque de acomodação. É difícil para todos nós”, afirmou, lembrando a abertura do presidente Jair Bolsonaro em conversar com presidentes de partidos, na semana passada.
Guedes lembrou ainda que o próprio presidente tinha dificuldades com a reforma da Previdência.
“Não é fácil para o presidente apoiar a reforma. Eu não posso querer que ele entre agora ‘vamos embora, vamos com tudo’. Meu depoimento pessoal é que ele já fez um sacrifício extraordinário”, defendeu.

 

Ibovespa futuro abre a sessão desta terça-feira com leve desvalorização

 

O índice futuro da Ibovespa abre a sessão desta terça-feira com desvalorização de 0,27% aos 97.160 pontos, em um cenário que se mostra indefinido para os principais mercados de ações da Europa e também nos Estados Unidos.
A China vai relaxar os controles residenciais em muitas de suas cidades menores neste ano e aumentar os gastos com infraestrutura, disse o órgão de planejamento estatal na segunda-feira, em nova ação para aumentar a população urbana e reanimar o crescimento econômico.
O governo quer aumentar a taxa de urbanização da China em ao menos 1 ponto percentual até o fim do ano. Em 2018, 59,6 por cento da população da China vivia em áreas urbanas. A medida elevou as ações de construtoras, com o índice do mercado imobiliário atingindo a máxima de 14 meses.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a insistir que pretende ver a reforma da Previdência aprovada com uma economia de 1 trilhão de reais em 10 anos, mas indicou que têm consciência de que esse valor pode não ser alcançado no texto que vier a ser aprovado no final.
Em fevereiro de 2019, o volume de vendas do comércio varejista nacional ficou estável (0,0%) frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, após avanço de 0,4% em janeiro. A média móvel trimestral, após subir 0,5% em janeiro, recuou 0,6% em fevereiro.
De janeiro para fevereiro de 2019, houve ligeiro acréscimo de 0,7% da produção industrial nacional, com taxas positivas em nove dos quinze locais, na série com ajuste sazonal.

 

Trump promete adotar tarifas sobre US$11 bi em produtos da UE

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os EUA vão impor tarifas sobre 11 bilhões de dólares em produtos da União Europeia, um dia depois de o representante de comércio norte-americano propor uma lista de produtos como retaliação por subsídios europeus a aeronaves.
“A Organização Mundial do Comércio determinou que os subsídios da União Europeia à Airbus tiveram impacto adverso sobre os Estados Unidos, que agora vão colocar tarifas sobre 11 bilhões de dólares em produtos da UE! A UE se aproveitou dos EUA no comércio por vários anos. Isso vai parar logo”, escreveu Trump no Twitter.

 

Bolsonaro retoma conversas com partidos nesta terça-feira

O presidente Jair Bolsonaro retoma o diálogo com dirigentes de partidos políticos em busca de apoio para a aprovação de medidas no Congresso Nacional, especialmente a reforma da Previdência. Hoje (9) e amanhã (10), Bolsonaro deve se reunir com representantes de seis legendas: PSL, PR, Novo, Avante, Podemos e Solidariedade.
“O presidente Jair Bolsonaro acredita que o encontro com os presidentes de partidos, na semana passada, e os que vão ocorrer esta semana, significam um reforço muito importante, sob o ponto de vista político, à reforma da Previdência”, afirmou o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.
Na agenda presidencial de hoje constam reuniões com o PR e o Solidariedade. Às 11h30, Bolsonaro receberá o senador Jorginho Mello (PR/SC) e o deputado Wellington Roberto (PR/PB).
Na sequência, irão ao Palácio do Planalto os deputados Paulinho da Força (SP), presidente nacional do Solidariedade, e Augusto Coutinho (PE), líder do partido na Câmara. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, participa das reuniões com os partidos.

Conselho

Na semana passada, após se reunir com seis partidos (PRB, PSD, PSDB, DEM, PP e MDB), o presidente propôs a criação do conselho de governo para viabilizar a interlocução entre o governo, os partidos e o Parlamento.
“Ele anunciou inclusive a intenção de criar um conselho político, para aproximar o governo dos partidos e do Congresso, como um novo modelo de articulação”, afirmou Rêgo Barros.
Antes das reuniões com os partidos, Bolsonaro participará hoje da marcha dos prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios. À tarde o presidente dará posse ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e depois comandará a reunião do conselho de governo, integrada pela equipe ministerial.

 

 

Fonte:
investing.com