Leitura da Bolsa 12.02.2019

Leitura da Bolsa 12.02.2019

Destaque para Powell em dia repleto de discursos de membros do Fed

Diversos discursos do Fed vão capturar a atenção do mercado, já que os investidores procuram mais dicas sobre as perspectivas para a política monetária nos próximos meses.
A maior parte das atenções recairá sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, que estará discursando no Fórum de Políticas Rurais da Hope Enterprise Corporation, no Mississippi, às 20h45 (horário de Brasília).
Discursos da Presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester e da Presidente do Fed de Kansas City, Esther George, também estão na agenda para hoje.
As expectativas de mercado para um aumento da taxa do Fed neste ano estão por um fio, de acordo com a Monitor da taxa do FED da Investing.com, depois que o banco central americano prometeu no mês passado ser paciente com mais aumentos de taxa.
Nenhum relatório econômico importante é esperado esta manhã.
O índice dólar, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta ponderada de seis principais divisas, estava pouco alterado, perto de uma alta de três semanas de 96,87, mantendo-se próximo da taxa mais alta de 2019.
No mercado de títulos, os preços do Tesouro americano caíram, impulsionando os rendimentos mais altos ao longo da curva, com o título dos tesouro EUA com vencimento de 10 anos subindo para 2,64%.

Inflação

Instituições financeiras reduzem, de 3,94% para 3,87%, a previsão para a inflação. É a quarta redução este ano.
A projeção do PIB para 2019 se manteve em 2,5%,
Estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação em 2019, é 4,25%, com tolerância entre 2,75% e 5,75%;
De acordo com o mercado financeiro, até o fim de 2019, a Selic deve continuar no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano.

Comgás

A Comgás registrou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão em 2018, no mesmo período do ano anterior o lucro foi de R$ 640 milhões.
A receita subiu 23,5%, para R$ 6,84 bilhões na comparação anual;
A Comgás reduziu em 89% as despesas operacionais, para R$ 95,2 milhões;
No quarto trimestre de 2018, a companhia teve um lucro líquido de R$ 858,8 milhões, no mesmo período de 2017, o lucro foi R$ 182,2 milhões, um crescimento de 371%.

Banco do Brasil

 

A BB Seguridade Participações informou ontem (11) ao mercado que registrou, no acumulado de 2018, um lucro líquido que atingiu R$ 3,5 bilhões, queda de 9,3% na comparação com 2017, sendo que o RSPL atingiu 45,1%. Segundo o informado, a retração no comparativo está diretamente relacionada à contração de 39,8% do resultado financeiro combinado das coligadas e controladas da BB Seguridade.

Um acordo contra Shutdown e a alta de Bolsonaro

Democratas e republicanos acertaram ontem à noite, nos EUA, acordo prévio para aprovar Orçamento e evitar novo shutdown. Valor aprovado para segurança na fronteira (US$ 1,375 bi) é bem inferior ao exigido por Trump (US$ 5,7 bi). Ainda no Exterior, o mercado acompanha as falas dos presidentes do BoE e FED. Opep e DoE divulgam relatórios do petróleo. Aqui, tem ata do Copom e uma boa notícia: Bolsonaro pode ter alta amanhã.
O cirurgião que operou o presidente, doutor Antônio Luiz Macedo, disse ao Broadcast Político que ele “está ótimo, perfeito”, e só precisa ficar no hospital até esta 4ªF para terminar o antibiótico da pneumonia.
Em entrevista a Datena (Band), Bolsonaro já havia falado de sua expectativa de sair nesta semana. Doria, que o visitou ontem, informou que o presidente quer fechar a reforma da Previdência com Paulo Guedes na 6ªF.
A ideia é bater o martelo do texto final para encaminhar à Câmara na semana que vem, no dia 19 ou após a apresentação da proposta aos governadores, que têm reunião marcada para o dia 20, em Brasília.
O mercado, que está muito ansioso para conhecer a reforma, deve reagir bem a essa notícia, se os ventos de fora não atrapalharem. Nesta 2ªF, os riscos externos voltaram a pesar nos pregões domésticos (abaixo).
Segundo o Estadão, Guedes e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, planejavam viajar a São Paulo para mostrar a proposta ao presidente Bolsonaro. Talvez isso não seja necessário.
Como antecipou o jornal, a equipe econômica pretende defender a equiparação da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, embora a proposta enfrente resistências do presidente.
Entre os argumentos a favor deste ponto, citam-se a expectativa de vida maior das mulheres e dados salariais dos jovens para mostrar que a desigualdade de renda por gênero tem caído bastante nos últimos anos.
No Congresso, a estratégia é usar a base aliada do governo para tentar “rachar” a bancada feminina, contando com as deputadas novatas, como Joice Hasselmann, para estabelecer um novo equilíbrio de forças.
Com Bolsonaro reassumindo e disposto a dar ritmo à reforma, a maior preocupação ainda está na articulação no Congresso e nas brigas de poder que se percebem dentro da área política e do próprio PSL.
O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse ontem que o Planalto teria o apoio certo de apenas 54 dos 513 deputados. Considera somente os integrantes do seu partido. A PEC precisa de 308 votos.
Já no Senado, o Major Olímpio (PSL-SP) abriu fogo amigo contra Onyx, criticando sua atuação para eleger Davi Alcolumbre. Ele pretende reaproximar o governo do grupo de Renan. “A reforma precisa de 49 votos”.
A Eurasia mantém 70% de probabilidade de aprovação da PEC da Previdência, mas não acredita em um texto muito duro. “Guedes quer economizar R$ 1 trilhão em 10 anos. Achamos que conseguirá a metade disso”.
A equipe econômica sabe que não passará tudo o que quer, mas tenta evitar que a proposta seja desidratada antes de chegar ao Congresso. Resta saber se convencerá Bolsonaro, que nunca quis uma reforma radical.
Como exemplo de que o presidente é sensível a pressões, determinou ontem que a equipe econômica encontre uma solução para o fim do direito antidumping sobre o leite em pó, após forte reação dos ruralistas.
FREIO DE ARRUMAÇÃO – O fato de o investidor já ter antecipado, em grande parte, o sucesso da agenda fiscal deixa o mercado doméstico vulnerável a ondas de correção, favorecidas neste momento pelos riscos externos.


Fonte:
Suno Research
investing.com