Leitura da Bolsa 14.03.2019

Leitura da Bolsa 14.03.2019

Azul tem queda de 53% no lucro líquido do 4º tri

 

A Azul (SA:AZUL4) teve lucro líquido de 138 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 53,5 por cento sobre o resultado positivo de um ano antes, informou a terceira maior companhia aérea do Brasil nesta quinta-feira.
A companhia teve lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves (Ebitda) de 762,7 milhões de reais nos três últimos meses de 2018, aumento de 14,5 por cento no comparativo anual. A margem cresceu 0,2 ponto percentual, a 30,7 por cento.
O chamado resultado operacional (Ebit) foi de cerca de 283 milhões de reais, queda de cerca de 5 por cento na relação anual, pressionado por desvalorização de 17,3 por cento do real e do aumento de 37,2 por cento no preço do combustível.
A rival Gol (SA:GOLL4) divulgou dias atrás alta de 74 por cento no Ebit do período, para 672,4 milhões de reais.
Segundo a Azul, o indicador de custo “Cask” sem incluir combustível caiu 8,1 por cento no quarto trimestre sobre um ano antes, para 19,27 centavos de real.
“Essa é a principal razão de decidirmos acelerar nosso plano de renovação de frota em 2019. Durante o ano, esperamos adicionar 21 aeronaves de nova geração, um aumento de oito unidades em relação ao nosso plano anterior, e substituir 15 jatos mais antigos”, afirmou no balanço o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson.
O indicador de preços de passagens foi de 37,99 centavos de real no quarto trimestre, queda de 1 por cento na comparação anual.
A empresa, que anunciou nesta semana intenção de comprar cerca de 60 por cento das operações da rival Avianca Brasil, teve alta de 13,5 por cento na receita líquida do trimestre passado, para 2,48 bilhões de reais.
A Azul terminou 2018 com 4 bilhões de reais em liquidez total. A dívida total somava 3,4 bilhões de reais e a alavancagem permaneceu estável em 4,2 vezes, considerando dívida líquida ajustada sobre Ebitdar.

 

Fundos de investimento têm quase metade das ações da Oi, diz Valor

 

Entre as ações da operadora de telefonia Oi (SA:OIBR4), quase a metade são controladas por quatro fundo de investimentos, que antes detinham os papéis da dívida da companhia. De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal Valor Econômico, os fundos detém cerca de 45% dos ativos em circulação.
O cenário é consequência da conversão direta da dívida em ações acontecida em julho do ano passado, operação negociada no âmbito da operação de recuperação judicial. Com isso, o GoldenTree ficou com 16,29% com 16,29% dos papéis em circulação da Oi; York Global Finance Fund, com 11,52%; Brookfield, 8,81% e Solus, 7,80%.
O jornal informa que a atual composição consta de formulário apresentado em fevereiro à Securities and Exchange Commission (SEC) e reflete também o aumento de capital no valor de R$ 4 bilhões finalizado em janeiro.
A publicação lembra que como contrapartida a essa injeção de dinheiro, a tele pagou aos investidores US$ 13 milhões a título de remuneração e mais 272,14 milhões em papéis ordinários.
Sendo assim a grande expectativa do mercado é que, se for aprovada a nova Lei Geral de Telecomunicações, as ações da Oi terão valorização expressiva.

 

Facebook sob investigação criminal

Promotores federais americanos estão conduzindo uma investigação criminal sobre transações de dados do Facebook com algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, segundo reportagem do jornal New York Times.
Um grande júri em Nova York requisitou registros de pelo menos dois importantes fabricantes de smartphones e outros dispositivos, o jornal disse, citando pessoas familiarizadas com os pedidos e sem nomear as empresas.
O Facebook defendeu os acordos de compartilhamento de dados, divulgados pela primeira vez em dezembro, dizendo que nenhuma das parcerias deu às empresas acesso a informações sem a permissão das pessoas.
Em uma nota não relacionada, o aplicativo do Facebook ainda parecia estar fora do ar para alguns usuários em todo o mundo em uma das interrupções mais longas enfrentadas pela empresa no passado recente.

Ações do Facebook (NASDAQ:FB) caíam 1,6% no pregão de pré-mercado, para US$ 170,65.

 

Dólar sobe após quatro quedas, influenciado por exterior

 

O dólar operava em alta ante o real nesta quinta-feira, ensaiando quebrar uma sequência de quatro quedas, influenciado pelo ambiente externo, onde moedas de perfil semelhante à brasileira depreciam diante de dados mais fracos da China e de renovadas incertezas sobre a situação comercial entre Washington e Pequim.
Às 11:05, o dólar avançava 0,46 por cento, a 3,8309 reais na venda. Na B3, o contrato referência para o dólar futuro tinha alta de 0,43 por cento, para 3,8335 reais.
As operações locais reagem sobretudo ao movimento externo, onde o dólar subia cerca de 0,2 por cento frente a uma cesta de divisas, que inclui euro e iene.
Mas o desempenho mais forte era contra moedas de perfil semelhante ao real, como os dólares da Austrália e da Nova Zelândia, que sentem os efeitos dos dados mais fracos da China, principal destino das exportações desses países e também do Brasil.
A Bloomberg noticiou nesta quinta-feira, citando fontes não identificadas, que um encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, para resolver a guerra comercial não acontecerá neste mês e é mais provável que ocorra em abril.
“As notícias de que os dois países adiaram uma nova rodada de conversas também estão pesando, porque indicam que uma resolução para o problema comercial, que afetou os mercados em todo o mundo no ano passado, não está tão próxima”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.
A retomada das compras de dólares no mercado doméstico nesta sessão também encontra espaço na ausência de novas notícias positivas no campo da reforma da Previdência. Na noite de quarta-feira, como esperado, a Câmara dos Deputados instalou sua Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeiro órgão colegiado que analisará o texto que muda as regras previdenciárias.
A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que a CCJ possa analisar a admissibilidade da proposta até o dia 28 deste mês. O foco do mercado se volta para a proposta de novas regras para os militares, a ser encaminhada até dia 20 pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.
“Apesar das dificuldades encontradas, seguimos confiantes de que a reforma da Previdência será aprovada ainda este ano e mantemos um posicionamento otimista”, dizem em nota gestores da Gauss Capital, que mantêm posições em bolsa, na inclinação da curva de juros e no real.
O Banco Central realiza nesta quinta-feira leilão de até 14,5 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril, no total de 12,321 bilhões de dólares.

Fonte:
Investing.com