Leitura da Bolsa 19.03.2019

Leitura da Bolsa 19.03.2019

Justiça permite que Vale retome atividades de terminal no porto em Mangaratiba

A Vale (SA:VALE3) obteve decisão liminar autorizando o imediato restabelecimento das atividades no terminal portuário de minério de ferro na Ilha da Guaíba, em Mangaratiba (RJ), conforme informou ao mercado nesta segunda-feira.
Após a decisão liminar da justiça, a prefeitura de Mangaratiba desinterditou o porto, segundo a companhia.
“A Vale reafirma que possui todas as licenças e autorizações, válidas e vigentes, necessárias à regular operação do referido terminal marítimo”, afirmou em comunicado.

 

CEO da Petrobras indica nova diretora financeira e muda comando da BR Distribuidora

 

O presidente da Petrobras (SA:PETR4), Roberto Castello Branco, indicou Andrea Marques de Almeida para a diretoria executiva financeira e de relações com investidores da empresa, enquanto o atual chefe da área, Rafael Grisolia, foi apontado para assumir o comando da subsidiária BR Distribuidora (SA:BRDT3), segundo comunicado na noite de segunda-feira.
A indicada para a diretoria financeira é atualmente gerente executiva de Tesouraria Global na mineradora Vale (SA:VALE3), onde foi também CFO da Vale Canada em Toronto de 2015 a 2018 e ocupou outros cargos.
Almeida, que é engenheira de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem MBA em finanças e gestão, terá sua indicação agora submetida aos procedimentos internos de governança corporativa da Petrobras, que incluem deliberação pelo Conselho de Administração da empresa.
Rafael Grisolia seguirá na função de diretor executivo financeiro até a posse da sucessora, segundo a Petrobras.
Já o atual presidente da unidade de distribuição de combustíveis da petroleira, Ivan de Sá, deixará a BR e retomará carreira na Petrobras, “onde atuou durante 30 anos, ocupando diversas funções executivas”, segundo a companhia.

 

Ibovespa supera 100 mil pts pela 1ª vez com otimismo com reforma, mas desacelera no final

 

O principal índice da bolsa paulista fechou em alta nesta segunda-feira, chegando a superar pela primeira vez a marca dos 100 mil pontos, diante do otimismo com o andamento da reforma da Previdência e viés de alta para ativos emergentes no exterior.
Após perder fôlego no final, o IBOVESPA fechou com avanço de 0,86 por cento, a 99.993,92 pontos. Na máxima, bateu os 100.037,69 pontos.
O giro financeiro da sessão somou 27,8 bilhões de reais.
“Superar os 100 mil pontos é uma marca psicológica importante e o desafio agora é manter esse cenário positivo para atrair capital estrangeiro”, disse Rodrigo Zauner, sócio da SVN Investimentos.
Nesta segunda, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo está correndo para finalizar o projeto com as mudanças nas aposentadorias dos militares para envio ao Congresso até quarta-feira, após alguns ajustes.
A sessão também foi marcada pelo exercício de contratos de opções sobre ações, que movimentou 13,27 bilhões de reais, sendo 10,86 bilhões em opções de compra e 2,4 bilhões nas de venda.
No exterior, Wall Street fechou em alta, recebendo impulsiono do setor bancário, enquanto os contratos futuros do petróleo avançaram para máximas de cerca de quatro meses nesta segunda-feira.

 

Dólar fecha abaixo de R$3,80, na mínima em 2 semanas, com otimismo sobre Previdência

 

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira, no menor patamar em cerca de duas semanas, influenciado pelo ambiente de otimismo no mercado brasileiro diante das discussões sobre a reforma da Previdência, em meio à maior expectativa de ingressos de recursos ao país.
O dólar à vista terminou em baixa 0,76 por cento, a 3,7916 reais na venda.
É o patamar mais baixo desde o último dia 5 (3,7803 reais).
Na B3, a referência para o dólar futuro cedia 0,55 por cento, a 3,7945 reais.
O real teve um desempenho superior a seus pares emergentes. A boa performance ocorreu no dia em que o Ibovespa superou os 100 mil pontos pela primeira vez, enquanto as taxas de juros de prazos mais longos, sensíveis à percepção de risco estrutural, cederam.
“Existe uma combinação entre otimismo com o rumo da reforma (da Previdência) e o bom sinal emitido pelos leilões (dos aeroportos, ocorridos na semana passada). O mercado está vendo que há apetite por Brasil”, diz Rogério Braga, sócio-gestor da Quantitas.
Nesta segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo ainda está correndo para tentar finalizar o projeto com as mudanças nas aposentadorias dos militares para que seja ele enviado até quarta-feira, mas que ajustes ainda estão sendo feitos.
As regras para os militares estão entre os pontos a serem acertados para que o andamento da reforma seja acelerado.
O cenário para o câmbio, portanto, segue bastante atrelado aos desdobramentos sobre a Previdência. Apesar da recente recuperação do real, alguns analistas ainda se mostram mais conservadores.
Estrategistas do Morgan Stanley (NYSE:MS), por exemplo, dizem que o real “oferece valor” apenas mais próximo de 3,95 por dólar, embora ainda reiterem visão “construtiva” no médio prazo para a moeda brasileira, conforme relatório enviado a clientes nesta segunda-feira.
O Nomura recentemente piorou sua expectativa para o real e passou a prever taxa de 3,95 reais por dólar ao fim deste ano. O banco citou a sensibilidade do câmbio brasileiro à desaceleração do crescimento global.
“Apesar da nossa visão mais negativa para o real, continuamos otimistas em relação aos ativos brasileiros no curto prazo, dada a provável aprovação da reforma previdenciária”, disseram Mario Castro e David Wagner em nota.

Fonte:
investing.com